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Prêmio Para Mulheres na Ciência

Procurar soluções para doenças que afetam a produção de laranja no Brasil, investigar por que as estrelas param de ser produzidas em algumas galáxias e estimular a comercialização de plantas alimentícias são alguns objetivos dos trabalhos vencedores da 14ª edição do “Para Mulheres na Ciência”. Desenvolvido pela L’Oréal Brasil em parceria com a Unesco no Brasil e a Academia Brasileira de Ciências (ABC), o programa tem o objetivo de transformar o cenário científico, contribuindo para o equilíbrio de gêneros na área.

Todo ano, sete jovens pesquisadoras das áreas de Ciências da Vida, Ciências Físicas, Ciências Químicas e Matemática são contempladas com uma bolsa-auxílio de R$ 50 mil, cada, para darem prosseguimento aos seus estudos.


Patricia de Medeiros, Josiane Budni,  Adriana Folador, Aline Miranda, Marina Trevisan, Jaqueline Mesquita 
e Taícia Fill

É o caso da fisioterapeuta Aline Miranda, da UFMG, que pesquisa as consequências em longo prazo do traumatismo cranioencefálico. “Minha intenção com meu trabalho é fazer com que políticas de saúde sejam revistas, aumentando o período de acompanhamento dos pacientes com trauma”, explica a pesquisadora.

Também da categoria Ciências da Vida, a biomédica Adriana Folador, da UFPA, levou o prêmio por sua pesquisa sobre a genética da resistência a antibióticos em pacientes e no meio-ambiente da Amazônia. Já a neurocientista Josiane Budni, da Universidade do Extremo Sul Catarinense, foi escolhida pelo seu estudo sobre as relações entre a doença de Alzheimer e os distúrbios do sono. Também da região Sul, a outra contemplada é a astrofísica Marina Trevisan, da UFRGS, que investiga a evolução das galáxias e, em particular, como e por que elas param de produzir estrelas.

Ganhadora na categoria Matemática, Jaqueline Mesquitada UnB, luta para vencer os estereótipos que cercam sua profissão e deseja incentivar jovens a buscar a carreira na área. “As meninas nunca são estimuladas a ir para as áreas exatas. Quando uma menina diz que quer estudar matemática, todo mundo acha estranho. Eu ouvi: ‘você não parece matemática, você nem usa óculos’. Na minha turma da graduação, éramos 36 alunos, mas apenas sete mulheres”, conta a matemática, que estuda problemas que envolvem equações diferenciais funcionais em medida e equações dinâmicas funcionais em escalas temporais.

A cada ano, o júri formado por renomados cientistas da Academia Brasileira de Ciências escolhe trabalhos com potencial de encontrar soluções para importantes questões ambientais, econômicas e de saúde, como é o caso do trabalho da química Taícia Fill, da Unicamp, que procura soluções para doenças que afetam a produção de laranjas no Brasil e que acabam gerando um prejuízo de cerca de R$ 1,5 bilhão. Por fim, ainda no campo alimentício, uma pesquisa que também ganhou destaque nesta edição do prêmio foi a da etnobotância Patrícia de Medeiros, da UFAL, que se dedica ao uso de plantas alimentícias não convencionais (PANC) na alimentação humana.

Há 14 anos, o “Para Mulheres na Ciência” premia cientistas de diversos lugares do Brasil. Nesse período, o programa já reconheceu e incentivou cerca de 90 pesquisadoras, premiando a relevância dos seus trabalhos, com a distribuição de aproximadamente R$ 4 milhões em bolsas-auxílio.

Vencedoras do L’Oréal-UNESCO-ABC “Para Mulheres na Ciência” 2019

CIÊNCIAS DA VIDA:
Adriana Folador (UFPA)
Aline Miranda (UFMG)
Josiane Budni (Uesc)
Patrícia de Medeiros (Ufal)

QUÍMICA: Taícia Fill (Unicamp)

MATEMÁTICA: Jaqueline Mesquita (UnB)

FÍSICA: Marina Trevisan (UFRGS)

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Saiba mais sobre o programa:
Facebook: www.facebook.com.br/paramulheresnaciencia
Twitter: @mulhernaciencia
Site oficial: www.paramulheresnaciencia.com.br

Fonte: http://www.abc.org.br/2019/08/13/loreal-unesco-e-abc-divulgam-as-sete-vencedoras-do-premio-para-mulheres-na-ciencia-2019/